Pesca em Ubatuba – Gambiarra, muito trabalho e mar colado

Postado por: Henrique Sellin Categoria: Pesca, Pesca no Mar Comentários: 0

Pesca em Ubatuba – Gambiarra, muito trabalho e mar colado

Pescaria em Ubatuba com os Clientes da Loja Corricos a bordo da Kalupesca em 14/07/2019.

Nossa pesca em Ubatuba

começou no sábado a tarde na loja Corricos em Campinas.

Lá juntamos as tralhas de todos os pescadores em um único carro para seguir viagem até Ubatuba.

Os companheiros de pesca estavam animados e ninguém atrasou para esse compromisso, e quem se atrasa para uma pescaria, certo?

Saímos às 16h da tarde com o objetivo de chegar próximo das 20 na operação do Márcio ( Kalupesca) para ter tempo de revisar o equipamento de pesca e preparar nosso jantar com folga.

A viagem foi tranquila, para quem não sabe, indo pela Rod Carvalho Pinto, temos um novo desvio que evita ir até Taubaté. Assim, já cai direto na Rod Oswaldo Cruz. E, como previsto chegamos próximo às 20h na praia do Estaleiro em Ubatuba para nossa estadia.

Começamos a separar nossas tralhas

Como estamos no período de Inverno, estávamos esperançosos pelas Anchovas mesmo sabendo que elas ainda não tinham encostado.

Os companheiros de pesca tinham experiência em pesca de Traineira e nunca tinham sido guiados em lancha.

Outro tipo de pescaria, e assim conversamos bastante durante a janta em como seria as técnicas, principalmente o pincho na costeira e jiggar na vertical nos parceis.

No dia seguinte às 6h horas já estávamos de pé, como o equipamento estava separado, foi só tomar um café e subir no barco para nossa pesca em Ubatuba.

Pesca em Ubatuba - Gambiarra, muito trabalho e mar colado - Corricos

Rumo ao primeiro ponto de pesca

Mal sabíamos o que nos esperava nesse dia, mas uma coisa tinha certeza: Ninguém passaria mal já que o mar estava colado, sem uma única ondulação.

Como disse o Victor (um dos guias da operação):

Se o cabra passar mal nesse mar, só tirando o bucho e colocando um novo pra resolver.

Primeiro, começamos corricando iscas de meia água pequenas para procurar as Sororocas, porém não tivemos ação.

Em seguida fomos pinchar na costeira e tentar acertar alguma anchova, em poucos minutos de pesca minha isca tomou uma grudada, e largou logo em seguida. Perdi o peixe por um erro básico, a fricção estava mal regulada e não cravou a fisgada.

Sem resultado, fomos jigar num parcel que o sonar apitou uns peixes.

A pescaria de jig estava atípica, em geral nesses pontos usamos jig de 60 a 80g. Porém, como o mar estava sem correr os jigs menores de 40g fizeram a diferença. Logo, bateram uns Olhos de cão, os batidos Jangolengos.

Boa parte dos pescadores acertaram nessa parada, em especial para o Léo que estava tirando um atrás do outro.

Assim, que acalmou a ação, voltamos a corricar em busca das sororocas na nossa pesca em Ubatuba. Os peixes estavam manhosos, era possível ver as batidas e caçadas na superfície, porém sem ação na vara.

Acredito que a água estava muito quente para o período. Apenas tivemos uma ação corricando, uma sororoca fisgada pelo Léo, usando uma isca bem miúda de 7,5cm.

Pesca em Ubatuba - Gambiarra, muito trabalho e mar colado - Corricos

Assim que foi tirar o anzol da boca, esse peixe escorregou e bateu os dentes no pé do Leo, demos risada e ficou uma marca pra contar história. Nada grave, mas sempre é bom manusear esses peixes com um pano (se não for soltar) para não escorregar.

Pesca em Ubatuba - Gambiarra, muito trabalho e mar colado - Corricos

Partimos para outro ponto jigar, já era quase 10h da manhã. No novo ponto, a linha do João começou a desfiar, muito estranho, o fluorcarbono todo ralado e a multi lanhada.

Quando de repente, estourou trabalhando o jig. Fui olhar de perto e vi que a ponteira estava com a porcelana rachada.

Bateu um desânimo, já que não daria mais para pescar de jig, seria uma vara a menos no barco e não tínhamos reserva.

Decidi tentar uma gambiarra e resinar com cola instantânea e fita isolante, perdi alguns minutos estudando como seria feito e mais uns bons minutos fazendo a mágica acontecer. 

Partimos para a Ilha das Couves para almoçar e aproveitar a água quente para nadar no dia de sol. Fizemos um churrasco por quase 1 hora de pausa. E seguimos em frente quase às 13h00 para pegar a maré baixando e buscar mais ação de peixe.

Enquanto navegávamos rumo a um parcel mais adiante era possível ver cardumes de bonito batendo na superfície. Tentávamos pichar em cima da fritadeira, mas sem ação.

Ponto novo definido e logo que começamos a descer os jigs já tivemos uma ação na vara do João, tomou linha, porém escapou. 

Logo em seguida uma ação na vara do Lê, um olhete saiu tomando linha e animou a galera. Peixe de bom tamanho! Quase que no mesmo instante que o Le embarcou seu olhete, começamos a escutar a fricção cantando. Era a vara do João novamente, mas dessa vez envergada, quase bebendo água. Peixe grande na linha!

Pesca em Ubatuba - Gambiarra, muito trabalho e mar colado - Corricos

Nesse momento de briga, que durou um bom tempo, fiquei pensando que a gambiarra na ponteira não iria aguentar! Fiquei todo tempo torcendo para embarcar logo o peixe.

Foi uma briga em tanto, olhetão de plataforma. Quase 6 kg. Troféu merecido!

Pesca em Ubatuba - Gambiarra, muito trabalho e mar colado - Corricos

Comemoramos, e seguimos para mais uma passada, queríamos aproveitar que os olhetes estavam comendo e embarcar mais um desses monstros.

Nossa pesca em Ubatuba estava sendo boa, por enquanto…

Porém, parou ali. Coisa rápida, 2 olhetes em 30 minutos e mais nada. Quando de repente a vara do Leo pesou e parou.

Tudo indicava enrosco, travado. Como o mar estava uma lagoa, a lancha nem se mexia para os lados e isso fazia com que a linha não corresse ou fizesse pressão. Quando o Léo começou a tentar desenroscar, o molinete começou a cantar, já ouvimos o grito do Marcio: “Recolhe que é garoupa, das grandes!”

Não deu nem tempo, já grudou nas pedras e estourou tudo! Uma pena.

O Léo estava inspirado, no mesmo ponto engatou um Bonito. Que fez uma massaroca de linha, nadando em círculos pegou a linha de mais 2 do barco. Isso fez com que o peixe escapasse.

Após isso, mais nenhuma ação. Decidimos subir para um ponto mais longe.

Começamos a pescar vertical e dessa vez a quantidade foi mais expressiva. Já era meio de tarde, umas 15h30 quando começamos a engatar um atrás do outro. O Marcão engatou uns olhudos e Anchovas quase que em sequência.

Os olhudos estavam batendo, o Léo também acertou mais um ou dois, não me lembro.

Acho que dois, ou talvez 3… o cara estava impossível.

Pesca em Ubatuba - Gambiarra, muito trabalho e mar colado - Corricos

Nesse mesmo ponto saiu mais umas Bicudas no jig. Uma delas entrou na minha.

Perdi uma fisgada e um jig nesse ponto também, queria saber o que foi.

Pesca em Ubatuba - Gambiarra, muito trabalho e mar colado - Corricos

Todo mundo com peixe bom na linha. Poucos peixes mas com muita risada, o mar estava uma lagoa e com sol, nem parecia meio de Julho.

Começamos a voltar, e paramos no ponto dos olhetes pra tentar tirar outro peixe, mas nada.

Por fim, foi isso, pescaria 100%, Galera animada e positiva, só assim pra pegar peixe. Tem que acreditar. A todo tempo estávamos com a isca na água, não paramos de trabalhar um minuto. 

Pra mim, valeu demais e fiquei feliz que a gambiarra aguentou o olhetão.

O que achou da nossa Pesca em Ubatuba? Comente embaixo, compartilhe com amigos!

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