Pescaria de Costeira em Ubatuba Grupo
Postado por: Henrique Sellin Categoria: Pesca, Pesca no Mar Comentários: 0

Pescaria na Costeira de Ubatuba

Nossa equipe da Loja Corricos se aventurou mais uma vez nas águas de Ubatuba – SP em busca dos peixes de Inverno. Nossa equipe dessa vez foi formada pelo Bernardo, Filipe e Marcel e eu (Henrique) que vou descrever como foi essa pescaria sofrida, mas com muito peixe.

Reunimos na loja no dia anterior a pescaria e saímos rumo a Ubatuba às 16h00 para chegar lá e dar tempo de jantar e arrumar as tralhas antes de dormir.

Conforme o previsto, 20h30 já estávamos com o carvão aceso e toda tralha esparramada na mesa da pousada para fazer os acertos finais para pesca. Separamos nossas varas de pincho na costeira e suas respectivas carretilhas já com nó de leader e snap na ponta.

Para pesca de pincho nessa região usamos varas de 2,10m de ação rápida e com 30lb de resistência. A mesma vara pode ser usada para modalidade de corrico. Leader de 30lb ou até 40lb do tamanho da vara está ótimo. Já a linha multifilamento pode ser linha cor única de 40 lb.

Já a tralha de pesca vertical deu um pouco mais de trabalho para arrumar, uma vez que foi a primeira vez de todos nessa pescaria! O Bernardo e Filipe tem bastante experiência em pesca de peixes de couro e dourados no Pantanal. Já o Marcel, muito conhecimento na pesca de Tucunaré e Tucunaré Açu na Amazônia.

Os jigs usados foram de 60g até 100g. Já a vara o mais indicado para pesca nesse local é de PE 1,5 a 3, equivalente a 40lb com bom tamanho de cabo e não muito pesada. De preferência para equipamentos destinados a jiggar. Molinetes com manivelas largas e com taxa de recolhimento de 5.2:1 tamanho 40.

Para montagem dessa modalidade, pode ser usado um leader de 40 ou 50lb de 4 metros de comprimento e linha multicolorida de 40 a 50 lb também.

Jantamos, arrumamos a tralha e bora descansar para render no dia seguinte.

No dia seguinte, às 6h30 já estava tudo e todos embarcado e já partimos para o primeiro ponto para corricar em cima de umas pedras.

Após algumas passadas o Bernardo engatou uma Sororoca. Nesse momento eu já pensei: “Hoje vamos arrepiar de pegar peixe, as sororocas devem estar comendo”.

Insistimos mais nessa modalidade e nada de entrar peixe. Mudamos para outro ponto então, fomos jigar. Algumas ações pela manhã mas nada significativo. Acredito que pegamos mais uns 2 xaréis olhudo e vermelhos. Peixes menores e tudo muito manhoso.

Mudamos para outro ponto então, fomos jigar.

Algumas ações pela manhã mas nada significativo. Acredito que pegamos mais uns 2 xaréis olhudo e vermelhos. Peixes menores e tudo muito manhoso.

Tudo muito quieto, minha previsão estava indo por água abaixo.

Porém, ninguém desanimou. Seguimos para o almoço com pensamento positivo, afinal parar para almoçar na Ilha das Couves anima qualquer pescador. O período da tarde sempre promete, principalmente o final dela.

Era 13h quando partimos do almoço para um parcel mais ao norte e começamos a jigar com 30 metros. Em poucas passadas começamos a ver estouros na superfícies, tudo indicava ser as sororocas. pichamos várias vezes mas sem ação e aí voltamos para o jig.

Entre umas batidas e outras percebemos que o Filipe e o Bernardo estavam tendo mais ação. E ambos estavam com jigs na cor azul. Nessas horas faz a falta de ter apostado numa variedade de cores maior. Nesse ponto tivemos ação de mais xaréis olhudos e 2 bonitos. Um deles fisgados pelo Marcio (Kalupesca) e pelo Filipe. Quem já teve a chance de fisgar um desses sabe da esportividade que é. Peixe briga sem parar, nada em círculos, faz um carnaval.

Já era umas 15h da tarde quando decidimos tocar mais ainda ao Norte. E explorar pontos mais inóspitos. Era possível sentir e ver que tinha muito peixe, tanto no Sonar quando na superfície. Porém, muita pouca ação.

Chegamos no ponto novo, depois de 30 minutos de moto ligado. Final de tarde, era agora ou nunca para acertar a pescaria. E num toque de mágica, na primeira descida do liga a festa começou.

Uma pegadeira de Xareu Amarelo e Xaréu Olhudo quem ninguém acreditou. A coisa estava tão frenética que em alguns momentos tínhamos os 5 do barco com peixe engatado. Coisa de louco, em torno de 40 minutos estava todo mundo satisfeito. Pescaria feita, cabeça feita!

No meio da pegadeira de Xaréu, entraram algumas Anchovas. E foi quando o Marcio avistou uma pequena embarcação de alumínio com dois pescadores pichando na linhada um popper.

Para quem nunca viu essa cena, é coisa de cinema. A verdadeira pesca raiz, um senhor de idade a frente do barco de uns 6 metros borda alta e um rapaz no motor de popa ia ligeiramente beirando a costeira das pedras. Com uma linhada, um popper e muito calo na mão ele recolhia e trabalhava a isca no braço.

Foi quando o Marcio disse:

“Esse senhor não está fazendo isso atoa, deve ter anchova comendo nessas pedras”

Como estávamos todos satisfeitos, e ainda tínhamos mais 30 minutos de pesca, preparamos a tralha de pincho e fomos atrás delas.

Logo que começamos já tomei uma grudada e perdi na fisgada. Assim mesmo aconteceu com o Bernardo e Filipe. Logo mais a frente o Marcel não perdoou, ferrou uma anchova bonita de mais de 3 kg.

Assim terminou mais uma pescaria.
Agradeço aos parceiros por mais um dia pescando com qualidade!

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