Postado por: Henrique Sellin Categoria: PESCARIAS Comentários: 0

Pesca na Queimada Grande – 2020

Olá amigo pescador(a), vamos para mais um relato de pesca da Loja Corricos, dessa vez na operação do guia Bruno Oliveira com a embarcação conduzida pelo Wallace saindo de Itanhaém e rumo a pesca na Queimada Grande e parcéis próximos.

A pescaria começou uns dias antes da viagem, começamos nos reunindo para repassar as tralhas, trocar linhas e refazer os nós de leader. Nesse encontro já tinhamos a informação que estava muito produtivo a pescaria com Jumping Jigs de 40 a 80 gramas para trabalho de Slow Jigging. Fizemos questão de levar até algumas coisas a mais para estar bem garantido.

Em geral, nosso equipamento para essa pescaria seria 2 kits, porem recomendo no mínimo 3 montagens para ter mais sucesso nessa pescaria. O primeiro kit seria um conjunto PE 1 a 3 configurado para Speed Jig, tralha muito produtiva para anchovas, sororocas e pitangolas menores. Em geral, esses peixes de cardume costumam ser agressivos no ataque de reação.

O equipamento correto faz toda a diferença.

O segundo conjunto seria uma tralha de pincho, com varas de 30 ou 40 libras de 2,10 metros de comprimento (7 pés). Esse conjunto para pinchar iscas na espuma ou na cabeça dos parceis para levantar umas sororocas e anchovas da época. 

E o terceiro conjunto que recomendo é um kit focado no Slow Jig, equipamento mais técnico que oferece muita sensibilidade e aumenta a taxa de captura. 

Para se informar mais sobre quais equipamentos usar na pesca na Queimada Grande, veja o vídeo que o Léo gravou recentemente explicado o material que usamos lá (Clique aqui para ver).

Falando no Léo, esqueci de apresentar nossa equipe de viagem. Nessa pesca estávamos em 4 pescadores. Eu (Henrique Sellin), o Leo também da loja, e o Fifo e o Ber, dois amigos fissurados pela pesca no mar.

Assim começou, equipamento no jeito, carro abastecido e tralhas no porta malas. Saímos de Campinas às 3h30 da madrugada para uma viagem rápida de 2h50 até a frente da Marina da operação. Próximo das 6h00 já estávamos num posto de gasolina, matando um tempo e tomando um café para começar o dia, dali já partimos para a marina que abre as 7h00.

Como já tínhamos deixado tudo no jeito e já estávamos todos com a roupa de pesca o tempo de sair da marina foi curto, em pouco tempo a lancha na água e toda tralha já organizada e sem perceber já partimos rumo a Barra de Itanhaém. A barra é muito conhecida por colocar medo nos navegantes, uma bancada de areia nervosa que levanta cada onda. Por sorte, o mar calmo estava propício e também contávamos com um guia que faz essa passada sempre. Tudo no jeito, motor Yamaha 150 trabalhando e lá vamos nós…. mais uma pesca na Queimada Grande.

A ilha da Queimada Grande.

Assim que chegamos próximo a queimada o Léo reparou em umas estruturas boiando um pouco a direita, em geral onde tem estrutura tem prejereba ou dourado. Parecia ser um encontro de duas correntes de água e uma água suja com muitos galhos ficavam ali rodeando. Logo sacamos as varas de pincho e o Léo foi o primento a pinchar uma isca t20, um stick bem barulhento que todo pescadores de mar ou amazônia deve ter na caixa. Assim, que ele começou a trabalhar as isca na superfície eu já estava me preparando para pichar uma Saruna 125 e trazer na meia água para acertar o que tivesse naquela sujeirada. Quando, de repente, antes de pinchar, vejo o Léo alucinado! Ele tinha visto um douradão enorme que passou atrás da isca dele e veio na direção do barco. Passados uns bons minutos ali, começamos a acreditar que era um peixe solitário e que era hora de mudar os horizontes.

Essa parada só serviu pra deixar a gente mais ansioso, logo que chegamos no primeiro ponto de pesca vertical o Léo já engatou um carapau de bom tamanho. Todos já tiveram ação ali mesmo, uma batedeira de sororoca e carapau, tudo em jig de 50 gramas tanto slow quanto speed. Nesse momento já tivemos uma prévia do que essa ilha pode oferecer, no meio de um cardume de carapau e sororocas de tamanho médio, o Fifo tomou uma grudada  que o barco inteiro parou pra ver. Sua vara de 40 lb e carbono maciço foi beber água, já o molinete cantava! Pela corrida era um olhete ou olho de boi de bom tamanho, esse peixe é fora de série, quando põe a linha nas costas o bixo pega. Não deu tempo nem de brigar, estourou tudo! A linha veio lanhada, sem dúvida o peixe raspou no fundo de pedras. 

O ponto estava bom, mas uma coisa estava incomodando muito, apesar de muita ação nós estávamos embarcando poucos peixes… as sororocas estavam a mil por hora, atacando qualquer coisa que descia, inclusive abocanhando o leader. Só eu perdi 4 a 5 jigs ali. 

As Sororocas estavam a mil por hora.

Decidimos então ir atrás dos olho de boi, o peixe mais cobiçado na pesca na Queimada Grande, num ponto mais pra fora.

Chegamos no ponto novo, e já começamos a descer jigs mais pesado e a pichar uma isca feed popper pra ver se levantava um monstro. Nessa hora eu quis inventar moda e descer um jig de slow e ficar pindocando no fundo atrás de algum xaréu branco perdido por ali. Eu estava sentado na rabeta do barco e de repente minha vara pesou, mas já vi que não era peixe e sim uma pedra. Por um leve momento de falta de atenção, fui olhar pro Walla pra dar as diretrizes para ele não pegar minha linha com a hélice, e escutei um “pack”…. uma vara quebrada pra conta, do pior jeito possivel… Falta de Atenção”.

Nesse momento do dia eu e o Fifo já estavamos desiludidos. tanto eu quanto ele tínhamos perdido vários jigs no primeiro ponto e ele perdido um troféu e eu perdido uma vara por pura besteira.

Saímos dali sem muito resultado e fomos pra um ponto novo atrás de mais ação. O nosso guia Walla, estava encucado e queria ver todo mundo com bons peixes na linha. E foi ali no terceiro ponto que todo mundo realmente garantiu a pesca na Queimada Grande. Cada passada era pelo menos 2 carapaus engatados de bom tamanho.

Feito a cabeça, decidimos ir atrás do xaréu branco mais próximo das 14h00 da tarde. Na primeira passada, comecei a fazer um trabalho de jig bem lento e engatei um xaréu. Peixe muito briguento e lindo de ver. Decidimos insistir nesse ponto, que é um fundo de lama onde o xaréu se alimenta de lulas, ficamos um bom tempo. Todo mundo engatou xaréu bom ali todos no mesmo padrão, principalmente o Fifo que levantou uns 3. 

Fifo e um dos seus Xaréus.

O que mais deu trabalho foi um que o Léo engatou, que porrada e que tomada de linha, quando olhei pro lado o molinete Stradic 5000 SW tomando linha eu tinha certeza que era um xaréu de uns 10 kg. Parei tudo que tava fazendo, e estiquei o braço pra pegar a câmera no console, tinha que filmar aquela briga. Quando eu estava com braço aberto minha vara engatou também!

Passei a camera pro Fifo e fui tirar o meu segundo peixe no ponto, que dessa vez não era o xaréu e sim uma Cioba! A danada bateu na isca parada no meio do trabalho. Quando estamos desatentos é quando o peixe pega. Assim que terminei de tirar da água o peixe do Léo boiou, um xaréu esgotado, porém do tamanho padrão que estamos acertando… um único detalhe, fisgado pelo rabo!

Léo e Henrique com os seus troféus.

Mais próximo do fim da tarde, voltamos pro ponto dos Olho de Boi, pra fazer as últimas passadas. Nessa hora, avistamos uma fritadeira na superfície e umas gaivotas mergulhando na água, cena de filme. Recolhemos as linhas e partimos na caçada para ver o que estava acontecendo.

Assim que chegamos já pichei o popper e uma sororoca passou pulando em cima da isca, errou o bote!!! O Walla já falou, solta o jig que é cardume bom! Não deu outra, o Fifo e Leo engataram peixes. O Fifo trouxe uma sororoca e o Léo uma cavala bonita e briguenta!

Já o Ber fez o dia dele ali, arremessou uma Saruna rosa  matadeira e engatou uma cavala linda! Pescaria brava e emocionante, pegar no pincho assim é o sonho!

A alegria durou pouco, em coisa de 15 minutos o cardume sumiu, e nossa pescaria chegava ao fim.

Pescaria sensacional, a pesca na Queimada Grande é sempre um desafio. Local mágico e com chance de engatar o troféu da vida. Ficamos todos de cabeça feita e com muita história pra contar.

Retornamos da marina as 19h00 e chegamos em Campinas próximo das 22h00. Às 22h30 estava em casa indo pra cama para trabalhar no dia seguinte com muita energia renovada.

Espero que vocês tenham gostado desse relato, realmente, foi adrenalina do começo ao fim! Até a próxima amigos pescadores!

ABAIXO O VÍDEO COMPLETO DESSA EMOCIONANTE AVENTURA!

Compartilhe esta postagem

Subscribe
Notify of
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments